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terça-feira, 16 de abril de 2013

PROBLEMAS NA EDUCAÇÃO



ARTIGO PUBLICADO NO JORNAL O POVO

Problemas na educação
16/04/2013

Sabemos que a educação pública tem vários problemas, no entanto não admitimos jocosidades, brincadeiras e piadas geralmente feitas no sentido de apontar suas deficiências e dar a ele características de ineficiência e marasmo. A realidade do ensino público não é só de problemas, não é de alunos desmotivados e de professores que não desempenham bem sua função. Acredito, porém que todos os problemas da educação pública tem muito a ver com gestões e com a vontade política que geralmente é nula no sentido de efetivar uma boa ação no setor público que, naturalmente, atende à população excluída e , sobretudo , às classes desprovidas de cultura, de conhecimento e de cidadania ativa. Deste modo é vital que hajam mudanças em todos os agentes que estão envolvidos no processo , ou seja, alunos , professores, pais, gestores e representações políticas. A educação pública é composta por professores formados e numa parte muito grande de pós – graduados, os alunos tem livros , há vários serviços de apoio pedagógico e naturalmente não pode ser tachado de ineficiente.

Os problemas do ensino público tem a ver com os próprios problemas da sociedade como um todo e com o sistema que exclui pessoas e que promove a negação de qualidade não é público como o é na saúde, na infra – estrutura e no meio ambiente. A solução seria principalmente a mudança no sistema e nas relações político – econômicas de nossa sociedade o que mudaria muita coisa para gerar a construção e confirmação de um sistema educacional que atenda aos interesses da população em todos os sentidos. Não podemos mais aceitar que a escola pública seja ruim e a escola privada seja boa como houvesse um muro que separasse os dois sistemas onde a diferença reside na cobrança da eficiência que geralmente só aparece nos canais midiáticos. A escolas privadas tem quase os mesmos problemas da escola pública só que os mecanismos de resolução são bem mais rápidos e claro que muitos destes problemas são pouco divulgados pela mídia e o que é bom da escola pública geralmente não tem sido noticiado ou promovido.

Sem querer entrar no mérito da questão dos dois ensinos é importante que hoje a escola pública seja objeto de divulgação da mídia, de concretização do prazer de ensinar , de promoção das atividades desenvolvidas por professores, de apoio às atividades extra – sala além da geração de um espaço de multiplicidade de discussão e aprofundamento como o grande Paulo Freire pedia que todo professor deveria refletir sobre sua prática. Há necessidade de dar à educação pública um caráter de prazer que será construída com bons salários, estímulo ao pensar e ao fazer. Além de tudo isso é preciso dar ás famílias o conhecimento da importância de seu papel dentro da escola com estímulo aos filhos, valorização dos trabalhos escolares e respeito aos educadores na sua lida diária. A escola pública não é o caos que se imagina nem a maravilha pintada pelos governantes. A construção de sua qualidade só será possível com partilha, com respeito e, sobretudo, com reconhecimento da educação como elemento de desenvolvimento de um país que tem pago preços caríssimos pela ignorância de seu povo. 




 Francisco Djacyr Silva de Souza
djacyrsouza@gmail.com
Professor

terça-feira, 9 de abril de 2013



CAMINHOS PARA UMA ESCOLA ALFABETIZADORA

  
- Para que todos os alunos saibam ler e escrever antes de chegarem aos 8 anos, a equipe gestora deve investir na formação dos professores e na criação de um ambiente alfabetizador.

- Para alfabetizar todos os seus alunos na idade certa a escola precisa estar preparada para a missão. E os caminhos para atingir o objetivo passam por providenciar um ambiente 100% alfabetizador – aquele em que a leitura e a escrita são o eixo principal da comunicação e da relação entre os alunos e a escola – e incorporar a rotina de todos a cultura de capacitação em serviço.

- Conheça 18 ações que ajudarão na consolidação de uma escola alfabetizadora.


01. Definir as expectativas.
02. Usar a leitura e a escrita como prática social.
03. Estimular a ler e escrever desde cedo,
04. Realizar avaliações diagnósticas. , usando esses resultados para dar novos rumos a ação pedagógica.
05. Planejar atividades de reforço, dando ao aluno a oportunidade de manusear jogos pedagógicos. Seria interessante que tivesse na escola uma professora bastante preparada para tomar a frente dessa atividade.
06. Valorizar as produções, dando ênfase aos níveis psicogenéticos (nível pré-silábico, silábico, silábico-alfabético e alfabético, além do ortográfico (Artur Gomes de Moraes)
07. Criar um ambiente comunicador.
08. Ter um coordenador pedagógico competente, inteligente, aberto a mudanças, criativo e que busque o novo, além de ter a disponibilidade para ajudar o professor em todas as suas necessidades.
09. Investir na especialização dos educadores, incentivando-os a participar das formações continuadas organizadas pela equipe técnica das secretarias municipais de educação.
10. Ampliar o acervo literário e preservá-lo.
11. Disponibilizar o acesso aos computadores. Existe um projeto denominado de LUZ DO SABER que garante a alfabetização de nossos alunos através do uso de ferramentas educativas tecnológicas.
12. Transformar a sala de aula.
13. Utilizar bem o cantinho de leitura e a biblioteca escolar.
14. Formar agrupamentos pequenos. A organização de agrupamentos produtivos garantem a eficácia na troca de ideias durante a realização de atividades grupais pelos alunos.
15. Promover atividades diárias de leitura. Ler todos os dias para os alunos considerando a diversidade de tipos e gêneros textuais.
16. Garantir o cumprimento dos dias letivos. Lei 9394/96 - Art. 24. A educação básica, nos níveis fundamental e médio, será organizada de acordo com as seguintes regras comuns:
I – a carga horária mínima anual será de oitocentas horas, distribuídas por um mínimo de duzentos dias de efetivo trabalho escolar, excluído o tempo reservado aos exames finais, quando houver;
17. Comunicar as propostas de alfabetização aos pais.
18. Incluir a família nas atividades.